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Este artigo teve origem com a pesquisa: Avaliação Participativa do ambiente de aprendizagem on line, tendo como objetivo compreender como a avaliação participativa pode favorecer o aprendizado dos alunos. O presente artigo focalizou especialmente as entrevistas realizadas com professores e alunos de três Instituições, indagando sobre as possibilidades de participação do aluno na avaliação, os resultados apontaram que o aluno dificilmente participa e alguns obstaculos a participação foram mencionados. Apesar das possibilidades de participação propiciadas pela internet e a importancias às atividades colaborativas, a avaliação continua a ter função de medir o conhecimento dos alunos, constituindo-se em instrumento de poder e controle do professor sobre o aluno.
MARQUES, Amadeu Soares; NUNES, Lina Cardoso. Possibilidades da participação na avaliação da aprendizagem on line no ensino superior. Ensaio: avaliação e políticas públicas em educação. Rio de Janeiro: Fundação Cesgranrio, vol. 19, n. 72, jul./set. 2011.
Ensino longe das salas de aula vence barreiras e preconceito
Nos 27 anos em que ficou preso na África do Sul, Nelson Mandela teve muito em que pensar. Sua visão política e sua defesa das liberdades civis já são bastante conhecidas nos quatro cantos do planeta, e lhe renderam o prêmio Nobel da Paz, em 1993. O que é pouco divulgado sobre a epopeia do líder sul-africano é que, ao longo de boa parte dos anos que passou na prisão, ele foi também um estudante de direito da Universidade de Londres. Mandela chegou a passar em alguns exames em 1963, mas, por conta da mão pesada do regime do apartheid que dividiu seu país, nunca conseguiu obter seu diploma oficialmente. Para isso, teria de realizar provas finais presencialmente, o que nunca lhe foi permitido.
A biografia de Mandela, crivada de prêmios e, ironicamente, diplomas honorários, tornou-o também o mais célebre aluno do sistema de educação a distância (EAD) do planeta.
O sistema, segundo o CensoEAD.br, extenso estudo realizado numa parceria entre a Secretaria de Educação a Distância (Seed) do Ministério da Educação (MEC), a Fundação Getúlio Vargas Online e a Abed, já atingia 2.648.031 alunos em 2008, matriculados em cursos de diversos níveis.
Este artigo sistematiza reflexões consubstanciadas por resultados conclusivos de pesquisa de mestrado articulada em torno da categoria mediação na formação dos profissionais de educação e resultados parciais de pesquisa de doutorado, com destaque para o processo ensino e aprendizagem na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). Estabelece como substrato da reflexão a proposição da categoria mediação e o papel do conhecimento tendo como situação limite o pensar a EJA para a Educação inclusiva. O estudo problematiza qual é o sentido de mediação que responde mais adequadamente à complexidade da Educação de Jovens e Adultos e como as mediações criam condições de desenvolver a capacidade reflexiva dos estudantes e da práxis nessa modalidade de ensino tendo como empiria a EJA em Palhoça, Santa Catarina. A incursão na pesquisa assume o eixo de análise do materialismo-histórico-dialético que norteará os rumos da investigação, a fim de levantar dados, a partir da investigação sistemática da realidade concreta referentes às práticas mediadoras no contexto da EJA em Palhoça, Santa Catarina. Os resultados da pesquisa são parciais. Porém, já temos elementos que apontam para o entendimento de que um desses desafios respeita à problemática da mediação como categoria fundante, no sentido da operacionalização e dinamização dos processos educacionais.
Este artigo, derivado das atividades de pesquisa das autoras, visa apresentar elementos de reflexão que concorram para a construção de propostas curriculares voltadas, especificamente, para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) que rompam com os parâmetros hoje hegemônicos. Para tanto, inicialmente, abordaremos a EJA como expressão das assimetrias de poder existentes entre as classes e grupos sociais. A seguir, serão abordadas especificidades desta modalidade de ensino, com destaque para as experiências de classe que esses alunos trazem como marca e como potencialidade para o espaço educativo. Finalmente, será referida a questão do trabalho, em sua perspectiva ontológica, como eixo articulador das propostas pedagógicas voltadas para os interesses da classe trabalhadora que acorre à escola para complementar sua escolaridade básica.
Unir-se a comunidade, empresas privadas e públicas, ONGs e universidades ajuda a escola na missão de ensinar
Para montar um quebra-cabeças, é preciso achar a posição exata para que peças de diferentes formatos se encaixem. O esforço exige raciocínio, paciência e uma visão do todo para chegar ao resultado pretendido. Uma escola que busca parceiros para garantir que todos os alunos aprendam também tem de descobrir os pontos de encaixe que levem ao aperfeiçoamento da sua rede de ensino e aprendizagem. "Antes de tudo, a primeira parceria é entre o gestor e suas equipes. Todos têm de estar em sintonia quanto aos propósitos e objetivos da escola", afirma Maria das Graças Fernandes Branco, supervisora de ensino e mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Essa organização interna e convergência de intenções materializa-se no projeto político-pedagógico (PPP). "Na elaboração coletiva desse documento, a equipe prevê as ações institucionais e pedagógicas e em que pontos as parcerias podem ajudar e como", explica Sálua Guimarães, orientadora pedagógica e mestre em Educação pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), na Argentina.
Quando feitas com intencionalidade, as parcerias só têm a somar. "O parceiro nunca substitui o estado. Ele deve sempre complementar e apoiar ações e jamais se sobrepor. A Educação é um direito público, mas, dentro da perspectiva de uma gestão democrática, que reúne comunidade e sociedade, as parcerias encontram seu espaço", acredita Christiana Saldanha, coordenadora de projetos da Fundação Vale, que financia ações educacionais nos municípios em que a mineradora atua. Tornando-se protagonistas nesse processo, os gestores reforçam seu papel de liderança, distribuem o trabalho de forma mais eficiente e têm aliados na busca pelos resultados. No fim, é como o quebra-cabeças: uma vez montado, forma uma imagem coerente e significativa, bem diferente do caos das peças separadas.
Embora venha diminuindo o número de analfabetos brasileiros - atualmente são 14 milhões, o que significa 10% da população com mais de 15 anos - vai ser difícil cumprir a meta estabelecida durante a Conferência Mundial de Educação, em Dacar (Senegal), no ano 2000. Com outros 128 países, o Brasil assinou um pacto para melhorar a qualidade do ensino e, entre as metas estabelecidas, está reduzir pela metade a taxa de analfabetismo até 2015, chegando ao percentual de 6,7%. Conseguirá?
Segundo o presidente da ONG Ação Educativa, Sérgio Haddad, à Agência Brasil, “o analfabetismo funcional é um fenômeno novo que se deve, principalmente, à baixa qualidade do ensino público.” Na avaliação dele, é preciso eliminar o mal com a educação de qualidade para que crianças e jovens saiam da escola com domínio pleno da leitura e da escrita.
Instalados numa casa branca dentro do campus da PUC-Rio, uma equipe de estudiosos prepara material para abastecer professores, pais, agentes culturais, agentes de saúde e demais adultos responsáveis pela formação de pessoas em todo o Brasil. Trata-se de um projeto coletivo desenvolvido pela Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio, sob a coordenação da professora Eliana Yunes: “Grupos de pesquisa formados por alunos, ex-alunos, mestrandos e doutorandos da Universidade, além de outros especialistas, desenvolvem programas de formação do leitor, que estão sendo colocados em prática pelo país a fora, com parcerias e articulações entre outros compromissados”, explica ela.
País desperta para o problema do bullying, presente também na internet
Definir bullying não é difícil. Trata-se de uma agressão intencional e continuada, que pode ocorrer de várias formas, desde as mais sutis, como um leve comentário maldoso, até as mais diretas, como a violência física pura e simples, geralmente precedida de algum tipo de agressão verbal. Pouca gente, no entanto, é capaz de reconhecer o bullying no dia a dia. Ele costuma estar presente em locais que concentram pessoas, como escolas, empresas ou redes sociais da internet. No primeiro caso, costuma ser chamado de bullying mesmo; no segundo, normalmente o nome usado é assédio moral; e no último, o termo adotado é cyberbullying.
Os efeitos da violência moral podem ser devastadores na vida de suas vítimas, mas frequentemente também há grandes danos causados a toda a comunidade onde ela ocorre.
Escolas públicas não sabem o que fazer com os superdotados
A realidade do portador de altas habilidades, ou superdotado, é bem menos glamourosa do que se vê na televisão. Boa parte dessas crianças desconhece sua real condição e vive privada de uma educação que potencialize suas qualidades. Segundo a definição do Ministério da Educação (MEC), o portador de altas habilidades é a pessoa que demonstra potencial elevado em uma ou mais áreas, como intelectual, acadêmica, de liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e na realização de tarefas em áreas de seu interesse. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 3% e 5% da população de um país seja superdotada, levando em conta apenas o potencial cognitivo de cada um, aferido através de testes de quociente de inteligência (QI).
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