Os sons das palavras não são escolhidos de forma aleatória, pelo contrário, eles acabam por contribuir para que o leitor construa significados descobrindo, assim, a beleza das poesias.
Quem sobe nos ares não fica no chão, Quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa Estar ao mesmo tempo nos dois lugares! (Ou Isto ou Aquilo, Cecília Meireles)
O ano de 2011 marca os cento e dez anos do nascimento da escritora Cecília Meireles. Autora de diversas obras, dentre as quais, encontra-se uma bastante conhecida de crianças e adultos, o livro de poesias Ou isto ou aquilo. Nele, existe uma coletânea de poesias cheias de aliterações, que contribuem para a criação de imagens e ritmos que facilitam a compreensão e interpretação dos textos e que podem ser usadas pelo professor com seus alunos para diversos fins.
A Câmara Federal analisa o Projeto de Lei 7.458/10, do deputado Dr. Talmir (PV-SP), que autoriza a reprodução de um exemplar de qualquer livro por alunos de mestrado e de doutorado. A proposta altera a Lei de Direitos Autorais (9.610/98). Para ter o direito de fazer a cópia de forma legal, o estudante precisará de declaração do orientador, documentada pela instituição onde é feita a pesquisa.
A legislação atual já permite a reprodução de pequenos trechos de obras, desde que para uso particular de quem fez a cópia. Mas a cópia integral só é permitida com prévia e expressa manifestação do autor.
Segundo o parlamentar, apesar de sua importância, a pesquisa não recebe recursos suficientes por parte do Estado ou da sociedade civil. "Após iniciar os trabalhos o pesquisador muitas vezes encontra-se diante da situação de não poder adquirir a obra original, seja porque são importadas ou mesmo esgotadas", afirma o autor do projeto.
Tramitação
A proposta tramita apensada ao PL 5046/05, que permite a reprodução de livros para uso exclusivo de estudantes universitários, e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votada pelo Plenário.
Leia a íntegra do PL-7458/2010.
Edição - Tiago Miranda
Os projetos que se enquadram dentro dos editais ProCultura têm ágora até o dia 10 de janeiro para se inscreverem.
O MinC prorrogou as inscrições, que terminariam no dia 10 de dezembro, em sete editais do programa. Por meio dos editais, a Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura vai selecionar projetos culturais nas áreas de circo, dança e teatro, artes visuais, música, livro e leitura e diversidade cultural. Os 608 projetos beneficiados receberão o total de R$ 57 milhões do Fundo Nacional de Cultura.
Veja a lista de editais que serão prorrogados
1. Edital ProCultura Prêmio de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro
2. Edital ProCultura para Artes Visuais
3. Edital ProCultura de Apoio a Banda de Música
4. Edital ProCultura Palcos Musicais Permanentes
5. Edital ProCultura de Apoio a Festivais e Mostras
6. Edital ProCultura para Programação Cultural de Livrarias
7. Edital ProCultura Núcleo de Formação Cultural da Juventude Negra
Mais informações: (61) 2024-2082, no Atendimento ao Proponente
Começou em 15 países no último dia 5 de novembro e segue até 5 de dezembro a 8ª edição da Olimpíada Solidária de Estudo.
No Brasil, que participa pela terceira vez do movimento iniciado na Espanha em 2003, 33 bibliotecas de 12 cidades se converterão em bibliotecas solidárias. Ou seja, para cada hora de estudo ou leitura em uma dessas bibliotecas, será doado 1 Real para um projeto social na área de educação. A iniciativa conta com o apoio do Ministério da Cultura e do PNLL. No ano passado, 431 bibliotecas em todo o mundo receberam 34.986 participantes, totalizando 312.729 horas de estudo. O resultado deste esforço beneficiou pessoas na Angola, Burundi e em Niterói (RJ). O Brasil contou com a participação de 5.537 estudantes em 17 bibliotecas cadastradas, gerando 15.872 horas de estudo.
Escola usa regra do microblog (140 caracteres por mensagem) para que alunos desenvolvam narrativa e concisão em minicontos. É a leitura e a escrita na linguagem dos jovens.
"O telefone tocou. Seria ele? O que ele queria? Ela já não havia dito que era o fim? Ela atendeu o telefone. Não era ele, era pior."
Em apenas 140 caracteres, o permitido para cada post no microblog Twitter, adolescentes aprenderam, em sala de aula, a usar a rede social como plataforma para contar pequenas histórias como essa. A técnica literária, conhecida como microconto, nanoconto ou miniconto, foi praticada pelos alunos do Colégio Hugo Sarmento no perfil @hs_micro_contos do Twitter.
Para escrever uma história coerente em tão poucas palavras, os estudantes tiveram de ficar atentos à narrativa, à concisão e ao sentido do que era postado, algumas habilidades já dominadas pelos adolescentes, acostumado com a rapidez da internet.
Embora o Twitter seja usado com mais frequência para relatos e comentários do cotidiano, não ficcionais, os microcontos já têm adeptos na rede social. Há perfis totalmente dedicados à técnica e usuários que costumam escrever mini-histórias, como a cantora Rita Lee (@LitaRee_real). "Cada história precisava ter um começo, meio e fim. Não dava, por exemplo, pra ficar descrevendo o cenário", conta Pedro Rubens Oliveira, de 13 anos, que participou do projeto.
O professor de língua portuguesa do ensino fundamental Tiago Calles, que propôs o exercício na escola, conta que aproveitou os limites de espaço da rede para trabalhar a estrutura da narrativa e as poesias concretas, abordadas em aula, de uma maneira diferente.
"O fato de envolver uma outra plataforma interessou os alunos, que se sentiram mais motivados", afirma.
Talissa Ancona Lopes, de 13 anos, conhecia pouco do Twitter antes de usar a plataforma na escola. "Tive um perfil por algum tempo, mas depois excluí", conta. Dona de perfis em outras redes sociais, ela encontrou uma nova utilidade para a rede. "É mais divertido aprender dessa maneira." A diversão costuma estar associada às redes sociais. Segundo a assessora de tecnologia educacional da Escola Viva, Elizabeth Fantauzzi, os estudantes têm dificuldade para enxergar o Twitter como uma ferramenta de aprendizado. "Para eles, aquilo não pode ser usado em aula, mas é um material muito rico se for aproveitado com um sentido pedagógico", diz.
Tecnologia. Não só a familiaridade com a internet estimulou a exploração do tema em sala de aula, mas também a fluência na linguagem tecnológica dos alunos. Na Escola Viva, estudantes do fundamental fizeram um projeto em que usaram conversas por mensagem de celular para montarem micro-histórias. "Os adolescentes têm fluência na linguagem digital. Cabe aos professores aproveitar isso e aplicarem em sala de aula", afirma Elizabeth.
Pesquisadora afirma que, para formar leitores autônomos, cabe aos professores ouvir o que os alunos entenderam sobre os textos
Licenciada em Ciências da Educação, Beatriz investiga a relação da leitura no ensino e na aprendizagem de História há mais de dez anos. Considerada uma das precursoras das investigações em Didática das Ciências Sociais (disciplina que na Argentina inclui conteúdos de História, Geografia e de temas relacionados à política e à economia), ela faz parte de um grupo de pesquisa que procura descobrir quais as condições de trabalho que promovem a aprendizagem de Ciências Sociais. As aulas de educadores voluntários da capital argentina são gravadas e analisadas por especialistas liderados por Beatriz. O foco do trabalho são os polivalentes do nível primário (que lá vai até o 7º ano). Mas ela garante: "Os especialistas podem ajudar ainda mais a garotada a entender os textos de cada área". Nesta entrevista, Beatriz explica como fazer isso.
Cerca de 10% da população brasileira com mais de 15 anos é formada por analfabetos, correspondendo a aproximadamente 14,2 milhões de pessoas, um dado preocupante.
A passagem do Dia Internacional da Alfabetização, em 8 de setembro, sinalizou uma ótima oportunidade para refletirmos sobre a educação no Brasil e percebermos que, conforme dados do IBGE, ainda temos pouco o que celebrar.
Atualmente, cerca de 10% da população com mais de 15 anos é formada por analfabetos, correspondendo a aproximadamente 14,2 milhões de pessoas, um dado preocupante.
Afinal, qualquer nação em que a população, especialmente a jovem, é formada por analfabetos ou semianalfabetos está fadada a manter um baixo desenvolvimento econômico e político.
Muita gente achava que o surgimento da Internet ia matar a literatura, ou feri-la gravemente. Já para outros seria a morte do livro, ou até mesmo o fim da palavra escrita em papel. Os pessimistas devem estar surpresos, pois parece que apenas uma pequena parte da profecia ocorreu.
Escrever requer um pré-requisito: ler muito. Todo escritor é um leitor voraz. Não existem escritores que não leem. A necessidade de escrever é fruto da leitura dos bons livros que povoaram nossa infância, nossa juventude e continuam a nos maravilhar à medida que envelhecemos. Não dá para criar simplesmente do nada. Como diz o velho Rei Lear para a filha Cordélia: “do nada não vem nada”.
A professora de inglês Eunira Galioni está preparando um modo diferente de ocupar o tempo da sua aposentaria: trocar livros usados mundo afora. "É como se eu tivesse uma biblioteca espalhada pelo mundo, sem sair de casa." E, melhor, quase sem gastar dinheiro. Na maioria das vezes, sem gastar nem um centavo. Nem com o correio.
Ela descobriu uma tribo planetária que, com a ajuda das tecnologias digitais, criou um sistema de trocas capaz de rastrear os mais diversos livros pelo mundo, cujo slogan é "Faça do mundo uma biblioteca".